Memória empresarial no Preserva.ME 2018

Memória empresarial no Preserva.ME 2018

Preservar a história de empresas também é preservar a história de comunidades e pessoas. É sobre essa proposta que Marco Andrade, coordenador cultural da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho – mantida pelo grupo Energisa -, falará no Preserva.ME 2018, abordando experiências no desenvolvimento de projetos educativos e culturais que buscam a interatividade entre Museu e comunidade, identidade e pertencimento e memória e conhecimento.

Confira a entrevista que o historiador deu para a Memória da Eletricidade, na qual fala sobre alguns dos trabalhos desenvolvidos pela Fundação.

Qual a importância social da preservação histórica para uma empresa?

A Energisa é uma empresa de 113 anos, sucessora da empresa Cia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina e temos muito orgulho de nossa origem. Ao longo destes anos todos, mantivemos o controle familiar e privado da empresa, portanto, para nós, preservar a história faz parte da nossa cultura, do nosso jeito de ser e de reverenciar a memória de nossos fundadores e antecessores. Acreditamos que isto ajuda a desenvolver em todos os colaboradores um sentimento de pertencimento que é fundamental na disseminação de nossos valores.

E como é a relação da Fundação com o público externo?

Para o público externo, nosso trabalho busca uma maneira de desenvolver apreço pela história da empresa e da cidade. Muitas famílias da comunidade de Cataguases, onde está inserida a sede do Museu, tem a sua própria história familiar alinhada à da empresa, pois são inúmeros os casos de familiares que trabalham ou trabalharam na empresa. Já para a comunidade de historiadores, educadores e estudiosos do setor elétrico e industrial, representa uma oportunidade para a pesquisa e o aprofundamento de conhecimentos.

Observamos que a Fundação tem um trabalho bem diversificado…

Ao longo destes anos a Fundação destaca-se pela pluralidade de suas ações. Da preservação da memória histórica ao incentivo da produção da arte visual contemporânea e experimental, passando também pelo apoio a grupos de artes cênicas, dança, desenvolvimento de programas que aliam educação e cultura, manutenção de espaços culturais e pelo desenvolvimento da economia criativa através do audiovisual. Dentre muitas outras ações, a Fundação vem cumprindo sua missão de apoiar as comunidades onde a Energisa está inserida a terem uma vida cultural plena com mais leveza e poesia – atributos que só a arte pode trazer para nosso dia a dia.

Também vimos que a Fundação foca no trabalho com as crianças e jovens. Por quê?

O trabalho com crianças e jovens representa a possibilidade de formação de novos públicos para as ações de cultura que promovemos, ao mesmo tempo que ajuda a trazer novos e mais amplos conteúdos e significados para este público, que podem servir de inspiração para o futuro.

Para o trabalho da Fundação, qual o valor do Prêmio Mario Bhering de Preservação de Memória?

Uma grande honra, um reconhecimento valioso, um estímulo para seguir em frente e uma nova responsabilidade de manter o trabalho de excelência.

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