Assista às palestras do Preserva.ME 2018

Assista às palestras do Preserva.ME 2018

Estão disponíveis, no canal da Memória da Eletricidade no Youtube, as 11 palestras apresentadas na quarta edição do Encontro Internacional sobre Preservação de Memória no Setor de Energia Elétrica – Preserva.ME. Neste ano, o evento teve como tema “Museus: novas experiências e reflexões” e debateu diferentes ângulos e questões da área de preservação histórica em instituições de ciência e tecnologia.

O Preserva.ME é o principal evento de preservação de memória do setor elétrico brasileiro, congregando profissionais e estudantes de museologia, arquivologia, biblioteconomia e história, com o objetivo de promover o intercâmbio técnico entre profissionais de preservação histórica do setor elétrico, de outras áreas e pesquisadores acadêmicos.

A edição deste ano foi realizada nos dias 25 e 26 de outubro, no Museu Histórico Nacional, e, pela primeira vez, contou com palestrantes internacionais. Anna Adamek e Shane Patey, pesquisadores da Ingenium – Museus de Ciência e Inovação do Canadá, apresentaram as iniciativas canadenses de curadoria e educação em exposições sobre energia elétrica.

Representando as práticas brasileiras na área, o diretor do Museu Histórico Nacional, Paulo Knauss, abordou em sua palestra o valor de objetos ligados à eletricidade na caracterização da história em diferentes épocas. Sob o mesmo viés, Marcio Rangel, museólogo do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), falou sobre o processo de constituição de coleções museológicas de ciência e tecnologia e a sua representatividade enquanto testemunho do desenvolvimento humano.

Palestrantes aguardados, o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, e as musélogas da mesma instituição, Thaís Mayumi e Fernanda Santos, compartilharam as atividades de recuperação desenvolvidas desde que um incêndio consumiu parte do acervo do Museu, no dia dois de setembro deste ano. “O ponto base que enfatizo é que precisamos nos unir. Nos unir para conseguir leis melhores e incentivos melhores, para que uma tragédia como a que acometeu o Museu Nacional não aconteça novamente com nenhuma instituição”, declarou o paleontólogo, em entrevista após a palestra.

A discussão sobre as políticas públicas para a preservação do patrimônio cultural foi desenvolvida por Simone Monteiro, coordenadora de projetos museológicos do Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS. Já o tópico da divulgação científica foi o ponto das palestras de Luciane Simões, produtora cultural da Casa da Ciência da UFRJ, e de Miguel Cantanhede, diretor do Espaço Ciência Viva, que apresentaram duas diferentes abordagens da popularização da ciência por meio de exposições.

Alfredo Tolmasquim, diretor de desenvolvimento científico do Museu do Amanhã, apresentou o projeto de interatividade digital da instituição, que utiliza até inteligência artificial. Já Marco Andrade, coordenador cultural da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, compartilhou com o público as iniciativas de educação e cultura desenvolvidas pela Fundação, que foi uma das premiadas no 2º Prêmio Mario Bhering de Preservação de Memória.

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