Presidentes

Mario Bhering

Fundador

Gestão 04/1985 a 05/1990 – 1ª gestão

Gestão 05/1993 a 09/2009 – 2ª gestão

Nascido no ano de 1922, em Belo Horizonte (MG), Mario Bhering formou-se em engenharia civil pela Escola Nacional de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1945.
Grande precursor da sua época, foi um dos principal responsáveis pelo desenvolvimento do setor elétrico brasileiro nas década de 1960 e 1970, ocupando alguns dos principais cargos na área de energia do país.

Fez parte do grupo fundador, além de ter sido primeiro diretor comercial da Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig), atuou nessa instituição desde o início de sua implantação, em 1951, tendo ocupado importantes cargos da empresa e vindo a exercer a presidência nos períodos de 1964 a 1967 e de 1983 a 1985.

Na Eletrobras, foi presidente por duas vezes: de 1967 a 1975 e de 1985 a 1990. Nessa estatal, desempenhou importante papel, pois seus oito primeiros anos a frente da holding, corresponderam, em grande parte, ao ciclo de crescimento da economia nacional, conhecido como “milagre brasileiro”.

Foi ainda, presidente da Comissão de Integração Energética Regional da América Latina – Cier, no ano de 1967, consultor e um dos idealizadores do empreendimento binacional de Itaipu (1977) e membro do Conselho de Administração de Furnas Centrais Elétricas (1965-1967), entre outras atividades profissionais.

Ao reassumir a presidência da Eletrobras em 1985, idealizou a criação do Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, mantida por empresas do setor elétrico, tornando-se o seu primeiro presidente, em 1986.

Durante sua gestão à frente da Memória, Mario Bhering lançou a primeira edição do livro “Panorama do Setor Elétrico no Brasil”, importante publicação que reúne uma ampla reconstituição da história da indústria da eletricidade no Brasil, em 1988. O “Panorama” tornou-se fonte de consulta obrigatória para estudiosos do processo de formação e desenvolvimento do setor de energia elétrica do país.

Mario Bhering, além da carreira vitoriosa como executivo, teve outra atuação que merece destaque: a de artista. Como aquarelista, ele conseguiu realizar vasta obra inspirado pela técnica milenar.

Faleceu em setembro de 2009, aos 87 anos de idade, em Belo Horizonte.

Nascido em Cachoeira Paulista (SP), no ano de 1937, José Maria Siqueira de Barros graduou-se engenheiro civil e elétrico, em 1962, pela Escola de Engenharia Mackenzie, em São Paulo.

Em 1963, trabalhou na Companhia Hidrelétrica do Rio Pardo (Cherp), tendo, ainda, participado da construção da hidrelétrica Caconde.
E em 1966, passou a integrar o quadro técnico da Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp), sucessora da Cherp e de outras empresas estaduais paulistas.

José Maria tornou-se presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo em 1979, e mais tarde, em 1985, veio a presidir a Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro.

Foi consultor da Diretoria Financeira da Itaipu Binacional, secretário de Transporte do Estado de São Paulo, e assessor do ministro do Planejamento Antônio Delfim Neto.

Ao assumir a presidência da Eletrobras, em junho de 1990, ele também presidiu o Centro da Memória da Eletricidade no Brasil.

À frente da Memória, José Maria, lançou o livro “História do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – Cepel”, que apresenta os 15 primeiros anos de existência do Centro, e ainda, a exposição “Poraquê, a usina flutuante”. No entanto, em sua gestão foi reduzido drasticamente o quadro de pessoal da entidade.

Desde 1995, José Maria Siqueira de Barros atua profissionalmente em sua própria empresa de engenharia.

José Maria S. de Barros

Gestão 05/1990 a 10/1992

Eliseu Resende

Gestão 10/1992 a 03/1993

Nascido em 1929, na cidade de Oliveira (MG), Eliseu Resende graduou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais, da qual se tornou professor, com mestrado e doutorado pela Universidade de Nova Iorque.

Dirigiu o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), de 1964 a 1967, e o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) em seguida, para então, ser escolhido como ministro dos Transportes no governo João Figueiredo.

Após deixar o ministério, candidatou-se a governador de Minas Gerais em 1982, sendo derrotado, em disputa acirrada, por Tancredo Neves.

Em maio de 1990, foi designado presidente de Furnas, onde permaneceu até 1992, quando passou a comandar a Eletrobras holding e, também, o Centro da Memória da Eletricidade no Brasil.

Eliseu Resende teve participação no processo de elaboração da lei que determinou o fim da equalização tarifária e possibilitou o restabelecimento da adimplência entre as empresas estatais de energia elétrica.

Durante o período que presidiu a Memória da Eletricidade, a instituição publicou o livro “Octavio Marcondes Ferraz: Um Pioneiro da Engenharia Nacional”, e produziu as exposições “Chesf, 45 anos” e “Eletrosul, 25 anos”.
Em 1933, deixou o cargo de presidente da holding para assumir o Ministério da Fazenda, durante o governo de Itamar Franco.

Faleceu na cidade de São Paulo, em janeiro de 2011, aos 81 anos de idade.

Em Recife, no ano de 1938, nascia Mario Fernando de Melo Santos.

O atual presidente do Centro da Memória da Eletricidade no Brasil formou-se em Engenharia Elétrica na Escola de Engenharia de Pernambuco (EPE) em 1962.
Realizou cursos de especialização na Electricité de France (EDF) e em centros de controle de operação norte-americanos e europeus.

Iniciou sua carreira profissional na Companhia Hidro Elétrica de São Francisco (Chesf), em 1963, onde desempenhou funções importantes na área de Operação, até tornar-se diretor da empresa, em 1979.

Entre os anos de 1986 e 1987 foi presidente do Comitê de Coordenação da Operação Note-Nordeste (CCON).

Em 1990, deixou a Diretoria da Chesf para ocupar o cargo de coordenador Nacional de Abastecimento do Departamento Nacional de Combustíveis DNC, do Ministério de Minas e Energia. Assumiu, no ano seguinte, a Diretoria de Operação da Eletrobras (1991 a 1998), coordenação do Comitê Executivo do Grupo Coordenador para Operação Interligada (GCOI) e a Secretaria-Executiva do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

De janeiro a maio de 1995, respondeu interinamente pela Presidência da Eletrobras, e a partir de dezembro do mesmo ano ocupou, também em caráter interino, o cargo de presidente da Centrais Elétricas do Norte do Brasil (a Eletronorte).

Mario Santos deixou a Diretoria de Operação da Eletrobras em 1998, quando foi eleito diretor geral do Operador Nacional de Sistema Elétrico (ONS), sendo reconduzido ao cargo por duas vezes.

Em novembro de 2005, renunciou ao cargo da ONS, para então assumir a Presidência do Conselho Administrativo da Endesa, atual Enel Brasil AS; Ampla Energia Serviços e Coelce Cia Energética do Ceará. Em outubro de 2009, tornou-se presidente do Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, em substituição a Mario Bhering.

Na gestão de Mário Santos como presidente da Memória da Eletricidade, a instituição obteve feito inédito como, o Prêmios Nacional, da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), na categoria Publicação Especial, com o livro “O Rio Tocantins no Olhar dos Viajantes: Paisagem Território e Energia Elétrica”, e implantou o primeiro plano estratégico da Memória da Eletricidade 2014-2020.

Mario Santos

Gestão 10/2009 a 03/2017

Augusto Rodrigues

Gestão atual 06/2017

Sociólogo, formado pela Universidade de São Paulo – USP, concluiu o curso de Mestrado em Ciência Política na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Foi Diretor de Recursos Humanos, na CPFL Energia, responsável pelo projeto de democratização das relações de trabalho, durante a passagem do regime militar para a Nova República, entre 1982 e 1986. Foi também responsável pela Diretoria de Gestão de Mudanças, entre os anos de 1995 e 1998, quando coordenou o Projeto de Modernização Empresarial da CPFL, cujo objetivo foi preparar o corpo de profissionais da empresa para as mudanças exigidas pela transição para o novo mundo desregulamentado. Após a privatização da empresa, reassumiu a Diretoria de Recursos Humanos, com o objetivo de liderar o processo de ajuste interno da organização.

Antes disso, foi convidado para assumir a Diretoria de Recursos Humanos do Banco do Estado de São Paulo – Banespa e, depois, a sua Vice-Presidência de Administração, tendo assumido também, durante o ano de 1994, a Diretoria Executiva da FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação, empresa ligada à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, quando pode conciliar a atividade empresarial com os temas da cultura e da educação.

Em 2000, depois de uma série de aquisições e da criação de novas empresas, o que culminou na fundação da Holding CPFL Energia, Augusto Rodrigues assumiu a Diretoria de Comunicação Empresarial e Relações Institucionais da CPFL. Nessa última posição, foi responsável pelas atribuições relacionadas com a Gestão do Branding, do Marketing, da Propaganda e da Publicidade, das Relações Institucionais, do Gerenciamento das Reclamações dos clientes, através da Ouvidoria CPFL, da Comunicação com a Imprensa, da Comunicação Interna, dos Programas de Responsabilidade Social, de suas Políticas de Sustentabilidade
e do Desenvolvimento e da Gestão da Ética nas empresas CPFL.

Em 2003, buscando alinhar a necessidade de manutenção de uma marca empresarial forte com a exigência de ajudar os clientes das empresas a melhor entenderem o mundo contemporâneo, ele liderou a criação do Espaço Cultural CPFL, hoje Instituto CPFL, cuja produção, desde 2005, tem sido transformada em programas de tv, veiculados na grade regular da TV Cultura, em dois programas semanais, o Café Filosófico e a Invenção do Contemporâneo.

Recebeu, por quatro vezes, o Prêmio Personalidade do Ano em Comunicação, da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial – Aberje, em 2003, 2007, 2009 e 2012. Participou, como integrante do Programa Planeta Sustentável, das últimas seis Conferências sobre o Clima, promovidos pela ONU. Foi, durante anos, membro da diretoria do Comitê Brasileiro do , da ONU, e integrante do Conselho Consultivo do Instituto Ethos, sendo, atualmente, membro do Conselho da Orquestra Sinfônica de São Paulo – OSESP. Desde agosto de 2016, é o Presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Aanchieta, órgão de direção da Tv Cultura e da Rádio Cultura, emissoras públicas do Estado de São Paulo.

Em agosto de 2017, Augusto Rodrigues assumiu a Presidência do Centro da Memória da Eletricidade no Brasil.